quinta-feira, abril 03, 2025

Unipessoal

Não Pedro Proença!
O futebol português não saiu derrotado e muito menos perdemos todos.
Não queira transformar uma derrota unipessoal num desastre colectivo porque isso nem é justo nem é verdadeiro.
Foi você que perdeu!
Porque quando Portugal apresentou candidatos com outra credibilidade ao comité executivo da UEFA eles foram eleitos.
Você não só não foi eleito como ainda conseguiu ser o candidato com menos votos o que diz tudo do que pensa a UEFA a seu respeito.
A respeito do árbitro que durante anos arbitrava bem na Europa e era "jeitosinho" em Portugal consoante os interesses de alguns e sempre dentro do princípio de "fraco com os fortes e forte com os fracos".
Principio que depois foi a sua linha orientadora enquanto presidente da Liga onde ao invés de contribuir para a diminuição de assimetrias foi sempre um factor de agravamento das mesmas face à forma persistente como promoveu os interesses de três "filhos" e prejudicou os de umas dezenas de "enteados".
E que continua agora a ser a sua linha de rumo, enquanto presidente da FPF, como já teve oportunidade de se constatar no jantar de aniversário da instituição em que nem sequer disfarçou as habituais preferências.
Hoje neste mundo global tudo se sabe.
E por isso a UEFA não o quis no comité executivo.
Não foi ao futebol português mas sim ao candidato Pedro Proença.
Aquele que no próprio país em vez de defender o futebol todo defende apenas uma parte infíma dos clubes.
A UEFA também comete graves e enormes erros mas a rejeição de Pedro Proença foi uma excelente decisão.
Que oxalá seja percebida em Portugal na sua total dimensão.
Depois Falamos.

Ronda, Espanha

Viscacha

Bosque

Tal & Qual

Fui sempre um leitor fiel do semanário Tal & Qual.
Quer na sua vida anterior quer depois de anos de suspensão da publicação ter sido "ressuscitado" pelo José Paulo Fafe, pelo Jorge Lemos Peixoto e por mais um pequeno núcleo de saudosistas (há saudosismos muito bons e este é um deles) da publicação e do espaço que ela ocupava no panorama da imprensa nacional.
E que se define em poucas palavras.
Jornalismo livre, isento, independente de qualquer poder e sem receio de incomodar quem quer que seja por mais poderoso que possa ser.
Concordo com tudo que o jornal publica e com todas as opiniões nele expressas?
Não.
E ás vezes até discordo muito.
Mas tenho a certeza que nele não há cartilheiros de qualquer poder nem a possibilidade de se fazerem fretes a A , B ou C pelo que as opiniões traduzem mesmo o pensamento livre de quem as escreve.
No Tal & Qual faz-se jornalismo na melhor acepção do termo.
E depois não é um jornal de Lisboa ou do Porto.
Tanto fala de assuntos passados nos grandes municipíos como faz uma capa dedicada a um  tema do concelho de Cabeceiras de Basto situado no interior do distrito de Braga.
E um jornal assim merece respeito e merece leitores.
Cada vez mais leitores porque é um dos derradeiros exemplos de como fazer bom jornalismo em Portugal.
Depois Falamos.

Óptimo

Um dia bom para o nosso futebol. 
Não só não foi eleito como foi o candidato menos votado. 
Na UEFA sabem bem quem é o personagem e melhor ainda a mentira que é o futebol em Portugal. Parabéns UEFA . 
Foi uma excelente decisão. 
Pode ser que ajude a cá se abrirem alguns olhos.
Depois Falamos.

Água

A liderança de Pedro Nuno Santos mete água por todo o lado. 
Listas rejeitadas, trocas de cabeças de lista à pressão e agora um dos melhores e mais credíveis militantes do PS a recusar ser deputado por não se rever naquela "tropa" que gira em torno de PNS. 
Isto promete...
Depois Falamos.

quarta-feira, abril 02, 2025

Fortaleza do Monte Shaqroof, Iêmen

Foca

Bauska, Letónia

Regeneração

Antes de mais devo dizer o que para mim são duas verdades insofismáveis.
Uma é que o futebol português, face ao lodo em que está mergulhado há muitos anos, necessita de uma profunda regeneração para que deixe de ser a pouca vergonha que é e passe a ser uma modalidade credível, séria e sem a permanente suspeição que é a sua infeliz imagem de marca.
A segunda é que face aos candidatos que disputaram a FPF e os que vão disputar a LPFP essa regeneração é imposssível porque não tem o perfil necessário a isso a par de um percurso de todos eles que os identifica até ao tutano como homens do malfadado"sistema".
Foi assim com Pedro Proença e Nuno Lobo na FPF é assim com Reinaldo Teixeira e José Mendes na LPFP.
Pedro Proença como árbitro e presidente da Liga e Nuno Lobo como presidente da Associação de Futebol de Lisboa já se lhes conhecia o percurso e a forma como nos diversos palcos sempre defenderam os interesses dos mais fortes e subalternizaram os dos mais fracos.
Reinaldo Teixeira e Jose Mendes são mais do mesmo.
Um leva muitos anos ligado à A.F. Algarve e mais de uma década como coordenador e avaliador dos delegados da liga Portugal, cargo em que nomeava os delegados para os jogos e avaliava os seus desempenhos com influência decisiva na respectiva promoção ou despromoção, enquanto o outro entre diversos cargos ligados ao futebol exerce ainda o de presidente da mesa da assembleia geral da Liga no âmbito de cujas competências marcou a data das eleições para quando muito bem entendeu e poucos dias depois anunciou-se como candidato á presidência da mesma!
O que eticamente é pouco menos do que lamentável.
Acresce agora o facto de se saber que Reinaldo Teixeira e Rui Costa, presidente do Benfica, tiveram chorudos negócios em 2016, enquanto um já era coordenador dos delegados e o outro vice presidente da SAD do Benfica, o que gera um absoluto conflito de interesses, a impossibilidade de acreditar que caso eleito presidente da Liga exerça o cargo com a isenção necessária (já para não irmos pela via da especulação sobre a forma como terá exercido as funções de coordenador dos delegados em termos de isenção e independência) e prova uma vez mais que anda muita gente no futebol pelos negócios e não exclusivamente para servir a modalidade, os clubes e os orgãos dirigentes.
E se já antes da divulgação desta notícia achava que nenhum dos candidatos servia agora tenho a mais absoluta certeza do mesmo e a convicção que a regeneração do futebol português vai ficar uma vez mais adiada por culpa da maioria dos clubes que aceitam e embarcam nestas candidaturas que apenas visam manter o "status quo" ou seja os privilégios dos que sempre foram privilegiados.
O que em tempos pré negociação centralizada dos direitos televisivos é um completo suicídio!
Depois Falamos.

https://www.cmjornal.pt/desporto/futebol/detalhe/candidato-a-presidencia-da-liga-de-clubes-teve-negocios-com-rui-costa

https://rr.pt/bola-branca/noticia/porto/2025/04/02/eleicoes-na-liga-reinaldo-teixeira-tera-tido-negocios-com-rui-costa-em-2016/419979/

https://www.ojogo.pt/5253259905/fc-porto-e-os-alegados-negocios-de-reinaldo-teixeira-e-rui-costa-conflito-de-interesses-inaceitavel/

Campeão?

Com as competições europeias a entrarem na sua fase derradeira assume natural destaque a Liga do Campeões ou não fosse a mais importante prova de clubes a nível mundial por mais mundiais de clubes que a ganaciosa FIFA queira inventar.
Neste quadro de oito clubes presentes nos quartos de final em que estão os melhores desta edição da competição mas não os melhores da Europa (faltam pelo menos Liverpool e Manchester City) avulta o facto de apenas dois deles nunca terem vencido a competição.
São os casos de Arsenal e PSG que já disputaram finais nas nunca as venceram enquanto os restantes seis clubes, e alguns deles (especialmente o Real Madrid) por várias vezes, já ergueram o troféu.
E este ano quem será o vencedor?
Talvezseja melhor adiar a previsão quanto a isso para mais tarde e perspectivar para já as possíveis meias finais.
Olhando os acasalamentos e fazendo uma previsão quanto ás meias finais diria que nelas, palpite meu, marcarão presença Inter, Real Madrid, Barcelona e PSG pese embora o detalhe (mas nisto da UEFA e FIFA os detalhes contam e muito) de a final ser em... Munique.
A ver vamos.
Depois Falamos.

Liberdade

Os socialistas e seus satélites choram baba e ranho porque Nelma Pinto fez uma entrevista a Pedro Nuno Santos em que mostrou independência, isenção, competência, respeito pela deontologia e fez perguntas de que PNS não gostou. 
Não gostou porque não tem nada para dizer ao país que não seja falar da Spinumviva e das tricas internas do PS em que se percebe uma contestação em crescendo à sua frágil liderança. 
Mas Nelma Pinto não tem culpa disso. 
Fizesse Pedro Nuno Santos o seu trabalho de forma tão competente como a jornalista e escusava de se assistir a esta choradeira.
Idêntica à dos comunistas quando José Rodrigues dos Santos entrevistou Paulo Raimundo.
Socialistas e comunistas iguais na recusa de jornalismo livre e independente.
Algo que deve ficar para memória futura.
Depois Falamos.