terça-feira, dezembro 12, 2017

Oitavos

Terminada a fase de grupos, sem surpresas de maior, a Liga dos Campeões entra agora da fase dos jogos a eliminar rumo à desejada final.
Hoje foi realizado o sorteio dos oitavos de final.
E mesmo sabendo-se que sorteios são sorteios (mesmo na UEFA...) não deixa de ser curioso o acasalamento das equipas reservando,em teoria, para fase mais adiantada o confronto entre os emblemas mais poderosos.
Que se pode então dizer sobre o sorteio de hoje?
Que há favoritos claros, outros nem tanto e jogos de resultado em aberto.
Arrisquemos um prognóstico:
No Sevilha-Manchester United há um favoritismo inglês mas os espanhóis podem bem contraria-lo e não seria a primeira vez que o fariam.
Real Madrid-PSG é uma eliminatória apaixonante, talvez o duelo mais interessante desta fase, mas acredito que o RM acabará por se superiorizar. Mas nunca fiando.
Chelsea-Barcelona um confronto frequente nos últimos anos parece indiciar favoritismo dos catalães face,até, à época menos regular dos ingleses.
Juventus-Tottenham é jogo para favoritismo do actual vice campeão europeu mas o segundo jogo em Londres pode baralhar os palpites.
Basileia-Manchester City é de claro favoritismo dos ingleses que são melhor equipa em todos os aspectos. Talvez o duelo mais desequilibrado.
Porto-Liverpool é uma eliminatória bastante aberta. O Porto vai encontrar um adversário capaz do melhor e do pior que tem revelado grande capacidade goleadora. Ligeiro favoritismo dos homens da terra dos Beatles.
Bayern-Besiktas é confronto de favoritismo alemão e seria uma enorme surpresa outros desfecho que não o apuramento dos homens de Munique.
Finalmente  o Shakhtar-Roma é provavelmente o confronto de resultado mais incerto mas creio que os ucranianos de Paulo Fonseca acabarão por ser superiores.
Em suma aposto em Manchester United, Real Madrid, Barcelona, Juventus, Manchester City,Liverpool, Bayern e Shakhtar como as equipas que rumarão aos quartos de final.
Lá para Março saberemos.
Depois Falamos

segunda-feira, dezembro 11, 2017

Bola de Ouro

O meu artigo desta semana no zerozero.

Num cada vez mais incontornável sinal dos tempos, em que a componente comercial se impõe tantas vezes à componente desportiva, é normal que a atribuição de prémios ao desempenho desportivo se venha multiplicando porque cada evento de entrega do respectivo troféu é a oportunidade mais uns bons negócios.
Televisivos, de imagem, de marcas e tudo o mais que se proporcione.
Talvez por isso, talvez por outras razões, a FIFA e a revista “France Football” depois de durante alguns(poucos) anos terem unificado as respectivas escolhas do melhor jogador mundial de cada ano, atribuindo-lhe a deseja da “Bola de Ouro”, voltaram a separar as escolhas organizando cada instituição a respectiva gala de entrega do troféu com os respectivos e nada depreciáveis proventos económicos.
Correndo-se o risco de um destes anos mais próximos as escolhas recairem sobre jogadores diferentes porque o universo eleitoral também é diferente.
Mas para já não aconteceu pelo que os “papa troféus” Ronaldo e Messi vem açambarcado em simultâneo os dois prémios não dando a minima hipótese de qualquer outro jogador ser distinguido.
Devo dizer, por coerência, que não tendo qualquer duvida que nestes ultimos dez (!!!) anos o  português e o argentino foram os melhores jogadores do planeta continuo a entender que há sempre um enorme grau de subjectividade na escolha do “melhor” porque os juris olham com mais atenção para determinados aspectos-os golos por exemplo- do que para outros o que torna virtualmente imposssível um guarda redes repetir o feito de Yashin e vencer o troféu de melhor do mundo seja na versão FIFA seja na versão France Football.
É verdade que “sal” do futebol é o golo e que o objectivo de qualquer equipa, em qualquer jogo, é marcar mais golos do que o adversário mas o futebol não se esgota nessa componente e há outras que merecem mais atenção do que aquela que normalmente lhes é dada.
E não tomando as já referias “dores” de nomes grandes do futebol como Gianluigi Buffon, Peter Schmeichel , Manuel Neuer , Iker Casillas ou Michel Preud´homme que nunca ganharam (nem ganharão para os que ainda jogam) um desses troféus porque jogam do lado “errado” da baliza e a sua função é impedir golos custa-me ver que jogadores soberbos como foram Maldini, Xavi, Pirlo, Roberto Baggio ou Francesco Totti entre outros passaram ao lado dessa distinção individual que bem mereciam.
E se a questão se põe desta forma em relação aquele que todos os anos é eleito o “melhor do mundo” (pois é, só pode ser um) há uma outra eleição em que não entro, nunca entrarei, nem sequer concordo que se faça que é a do melhor jogador de todos os tempos.
Pela simples razão de que os tempos não são comparáveis.
E se os melhores do mundo da actualidade tem bases de comparação porque jogam nos mesmos estádios, nas mesmas competições, com idênticas formas de preparação, com bolas,equipamentos e botas equiparáveis, com medicina desportiva igual para todos, já essa comparação é impossível de fazer quando se quer escolher entre jogadores que tiveram o seu tempo em épocas muito diferentes em todos os aspectos.
Não se podem comparar os tempos de Di Stéfano e Kubala com os de Pélé e Eusébio, os destes com os de Cruyff e Beckenbauer, os de Maradona e Van Basten com os de Ronaldo e Ronaldinho e os destes com os de Messi e Cristiano Ronaldo entre outros exemplos possíveis. E por isso, do meu ponto de vista, nunca será possível dizer com rigor quem foi o melhor de sempre.
Mas os melhores da última década isso pode.
Ronaldo e Messi.
Cinco bolas de ouro para cada um, cinco distinções da FIFA de “melhor do mundo” igualmente para cada um deles e a certeza que estes dois génios ficarão na História do futebol como dois dos melhores de sempre (quanto a isso creio que ninguém tem duvidas) a pisarem relvados de futebol.
E a certeza de que dificilmente o futebol voltará a assistir a uma década em que dois jogadores prodigiosos mantenham semelhante disputa por troféus individuais ainda por cima com uma divisão entre eles irmamente feita.
Não sei se a quinta “Bola de Ouro” de Ronaldo encerra este ciclo fabuloso de disputa entre eles, com largo benefício de quem gosta de futebol, ou se o futuro ainda trará mais conquistas individuais para um e outro enriquecendo palmarés já de si tão ricos.
Em qualquer das circunstâncias creio que todos quantos gostam de futebol tem boas razões para se sentirem gratos por tudo que estes dois jogadores nos tem proporcionado ao longo desta década extraordinária e boas razões para terem uma expectativa bem positiva por tudo quanto ainda nos poderão dar nos próximos anos.

sábado, dezembro 09, 2017

Não Podem!

Numa candidatura à liderança de um partido há pelos menos três personagens que tem de ser da mais absoluta e solidária confiança pessoal do candidato.
O mandatário nacional, o presidente da comissão de honra e o director de campanha.
O mandatário porque representa o candidato tal como o nome indica, o presidente da comissão de honra porque personifica a junção dos valores em que se baseia a candidatura e respectivos apoiantes e o director de campanha porque é o estratega no terreno que dirige a campanha em função dos objectivos traçados pelo candidato.
São três escolhas profundamente pessoais do candidato e pessoas que tem de estar em absoluta sintonia com ele.
Nuno Morais Sarmento é o mandatário nacional de Rui Rio.
E numa desgraçada entrevista dada este fim de semana disse, por outras palavras mas de forma que toda a gente entendeu, que se Rui Rio não ganhasse o partido nas directas de Janeiro então mais valia votar em António Costa!
Disse portanto, só não entende quem não quer ou quem gosta de fazer dos outros parvos, que o PSD só lhe interessa quando ele e os amigos estão no poder porque caso contrário prefere os adversários aos próprios companheiros de partido.
Por muitas voltas que queiram dar ao texto foi o que disse.
O mandatário, como atrás foi dito, representa o candidato e a gravidade destas declarações atinge a candidatura de forma inegável e irreversível.
E o minimo que se esperava de Rui Rio, perante tão graves afirmações, é que de imediato desautorizasse o mandatário e procedesse à sua substituição por alguém que respeite o partido independentemente de quem o lidera.
Mas Rio calou-se.
E calou-se porque está de acordo com esta forma de entender o PSD.
Mais do que estar de acordo é ele o ideólogo desta aberrante preferência pelos adversários quando não se gosta dos companheiros que os militantes escolhem para representar o partido.
Ou não foi ele mesmo que depois dos orgãos próprios do PSD terem escolhido Luís Filipe Menezes para candidato ao Porto em 2013 foi a correr apoiar o adversário -Rui Moreira- causando com isso a derrota do PSD e a perda da câmara do Porto?
Foi!
E podem pessoas que pensam e agem desta forma dirigir o PSD?
Não podem!
Depois Falamos.

Farol de Formentor, Espanha


Trovoada


Iguana

Foto: National Geographic

quarta-feira, dezembro 06, 2017

Alternativa ?

Um destes dias apareceu numa varanda do Toural a tarja que a fotografia documenta.
Afirmando que há uma alternativa e que essa alternativa será apresentada no próximo dia 8 de Janeiro através do anúncio de uma candidatura aos orgãos sociais do clube.
Não sei quem pôs a tarja, não sei quem está por trás da anunciada candidatura, nem sei sequer se realmente há uma candidatura ou se este "anúncio" é apenas uma forma de agitar as "aguas" e espicaçar os actuais dirigentes.
Não sei mesmo!
Mas partindo do princípio de que a esta intenção corresponderá uma candidatura, e não tenho razões para pensar que assim não seja, creio que a forma como foi anunciada é muito menos importante do que o anúncio em si mesmo se este se vier a confirmar em Janeiro.
Porque se há coisa que defendo em todas as instituições sejam desportivas, políticas, sociais ou qualquer outro género é que deve existir sempre alternativa a quem lidera para que no tempo certo as pessoas possam escolher livremente a opção que considerem melhor e não fiquem dependentes de continuidades por falta de alternativa.
E por isso não deixo de considerar curiosas algumas reacções de desagrado, seja nas redes sociais seja de forma mais institucional, a uma simples tarja em que é expressa uma eventual nova realidade como se por acaso estivesse escrito nalgum lado que uma candidatura deve ser anunciada da forma "A" e não da forma "B" ou "C".
Em bom rigor o que incomoda essas pessoas, incluindo alguns "isentos" comentadores da comunicação social vimaranense, não é a forma como a eventual candidatura alternativa foi apresentada.
É o ela poder existir.
E só isso diz muito da falta de tranquilidade com que é avaliada a actual situação do clube por aqueles que entendem que ele foi fundado em 2012.
Depois Falamos.

terça-feira, dezembro 05, 2017

Lago


Istambul


Tigre


O Essencial e o Acessório

Já todos sabemos, porque assistimos a esse triste espectáculo diariamente de há anos a esta parte, que os três clubes a que chamam "grandes" e que deviam ser os primeiros a defenderem a valorização da industria futebol são pelo contrário os primeiros a desvalorizarem-no com as constantes polémicas  troca de acusações em que se envolvem.
Especialmente através dos respectivos presidentes e dos comentadores televisivos que lhe são afectos embora nos último tempos tenha emergido a figura dos directores de comunicação como incendiários de serviço.
O último Porto-Benfica não podia escapar à regra e esteve em forte polémica, antes e depois do jogo, também por força de uma péssima arbitragem de Jorge Sousa com fortes razões de queixa apara ambas as equipas embora me pareça que com mais para o anfitrião.
E é pena que assim seja.
Porque seria bem melhor que a discussão, o debate e até a polémica se centrassem naquilo que o futebol tem de melhor- jogadores,treinadores e jogo- e pouco ou nada em questões acessórias que apenas contribuem para o desprestigio do futebol.
E neste jogo há um facto que devia ter merecido um destaque bem superior aquele que de facto teve.
Ambos os clubes actuaram com jovens guarda redes portugueses e quer José Sá quer Bruno Varela protagonizaram excelentes exibições com particular destaque para o guardião benfiquista que fez uma exibição de grande qualidade e foi o verdadeiro garante do empate com que a sua equipa regressou a Lisboa.
São dois jovens e talentosos guarda redes que conjuntamente com Miguel Silva, André Moreira e mais um ou outro garantem que a baliza da selecção nacional terá excelentes opções por muitos e bons anos levando em linha de conta que quer Rui Patrício quer Anthony Lopes também eles ainda tem uns bons anos de carreira pela frente.
É desse  futebol que vale a pena falar.
O futebol do talento, dos jogadores de qualidade, dos treinadores de sucesso, dos grandes jogos , da evolução táctica das equipas.
O resto...é tudo menos futebol.
Depois Falamos

Gala

O meu artigo desta semana no Duas Caras.

O Vitória realizou na noite de ontem mais uma “Gala dos Conquistadores” na qual para além da entrega dos emblemas de prata e outo aos associados com 25 e 50 anos de filiação associativa ainda homenageou várias pessoas ligadas ao clubes de técnicoa a funcionários passando por dirigentes e atletas.
Do presente e do passado.
A “Gala” é em si uma excelente ideia, a exemplo daquilo que se faz noutros clubes nacionais e europeus, e significa em si um momento de confraternização clubista em que o Vitória agrade aos que o serviram e aproveita a oportunidade para exaltar os valores vitorianos ao memso tempo que tem um gesto de reconhecimento à fidelidade clubista.
Sendo a “Gala” uma excelente iniciativa que merece o apluso de todos acho ainda assim que pode e deve ser melhoradas nalguns aspectos que a enriqueceração e lhe permitirão enraizar-se cada vez mais no sentir dos adeptos.
Por um lado, e embora compreendendo que os espaços tem limites fisicos, creio que deve ser fomentada uma participação cada vez maior dos associados porque o clube é deles, a festa também, e quanto mais estiverem melhor será.
Percebo que o facto, extremamente positivo, de o Vitória se ter associado a um canal televisivo para transmissão da cerimónia condiciona naturalmente o dia e a hora da sua realização mas ainda assim creio que o conseguir “puxá-la” para o fim de semana (sexta ou sábado) terá efeitos extremamente positivos quanto ao número de presenças.
Por outro lado entendo que a cerimónia , de grande tradição e significado, de premiar a fidelidade clubista não pode nunca ser um número menor e atirada para uma espécie de “aperitivo” da ceroimónia porque isso significa não considerar quem merece toda a consideração do clube.
Para isso penso que será preferível o Vitória separar a “Gala” da cerimónia de atribuição dos emblemas mantendo a “Gala” no dia em que ela actualmente ocorre (e que é um dia em que outros clubes também fazem as suas “Galas” como por exemplo o Porto) e realizando a cerimónia dos emblemas noutra data, preferencialmente numa tarde de sábado como ocorreu tantas vezes no passado, de molde a permitir que os homenageados que não residem em Guimarães possam ter maior facilidade em se deslocarem para estarem presentes na cerimónia.
São apenas sugestões mas que creio corresponderem ao interesse dos associados que é também o interesse do clube.
Mas a “Gala” de ontem teve , em termos pessoais, um significado muito especial e aqui o deixo numa nota muito pessoal .
A minha sobrinha Mariana, que nasceu e reside desde sempre em Lisboa, recebeu o seu emblema de 25 anos de associada, tantos como os que tem de idade, premiando uma fidelidade associativa de sempre e um vitorianismo que a acompanha desde o berço pese embora residir num concelho em que outros clubes tem enorme preponderância.
Tive muito gosto nisso pese embora a enorme pena de não poder estar presente por compromissos bem longe de Guimarães.
E registo com um enorme orgulho vitoriano que a minha sobrinha é a sexta pessoa da família a recerber o emblema de prata depois do meu avô (que também recebeu o de ouro), do meu pai (que faleceu pouco antes de receber o seu), de mim e dos meus filhos João e Pedro também eles associados desde que nasceram.
Não será caso único, felizmente, mas não deixo de registar que seis emblemas de prata (25 anos de sócio) mais um de ouro (cinquenta anos) numa mesma família é motivo de orgulho e a certeza de que os vindouros (o meu neto Alexandre com três anos de idade já tem três anos de associado como é evidente) saberão dar continuidade à tradição de uma família em que o Vitória e os valores vitorianos estão desde sempre presentes e se transmitem de geração em geração.

Para já vamos na quinta geração mas certamente que não ficaremos por aqui!