segunda-feira, outubro 23, 2017

Lince Ibérico


Monte Cook, Nova Zelândia


Mesquita de Malaca, Malásia


Ganhar!

Pedro Martins é um optimista e ninguém lhe pode levar isso a mal!
Considerar que basta um triunfo frente ao Portimonense é o suficiente para tudo voltar à normalidade é de uma candura e um optimismo que não surpreendem mas deixam,isso sim, bastas razões de preocupação.
O Vitória em catorze jogos oficiais já disputados perdeu metade,
Perdeu a supertaça, está com pé e meio fora da Liga Europa, começou mal a taça CTT, está em décimo primeiro na Liga (embora hoje um triunfo o faça subir a um "magnífico" nono lugar) com mais quatro pontos que o último e mais seis que o quarto classificado.
Na Taça de Portugal,aí sim, começou muito bem com uma goleada ao Vasco da Gama da Vidigueira,da distrital de Beja, marcando seis golos e sofrendo um que é provavelmente o facto mais relevante do jogo.
Mas Pedro Martins acha que um triunfo branqueia este sombrio panorama.
Que é aliás agravado pela quase sempre fraca qualidade exibicional, pelos pontas de lança que não marcam golos (ok, marcaram ao Vasco da Gama da Vidigueira), pelas convocatórias em constante mutação e por substituições difíceis de entender como Marselha foi uma vez mais exemplo.
É evidente que hoje temos de ganhar.
Mas infelizmente não consigo partilhar do optimismo de Pedro Martins quanto aos efeitos regeneradores do eventual triunfo.
É preciso muito mais e muito melhor para que tudo volte à normalidade.
Porque a nossa normalidade é ganhar e não perder ou empatar.
Depois Falamos

Cinco

O meu artigo desta semana no zerozero.

O futebol português vive, e dá-se bem, num “microclima” criado pelos seus adeptos, dirigentes e poderosamente estimulado pela comunicação social e por largas décadas de habituação segundo o qual o futebol é uma espécie de centro do mundo e três dos seus clubes mais a selecção e alguns jogadores excepcionais (Eusébio, Futre, Figo e Ronaldo os mais destacados de todos) são o que mais importa e tudo o resto é secundário e pouco ou nada importa.
E por isso televisões ,rádios e jornais dão o espaço que se sabe a essas realidades, fazem programas em que apenas tem assento adeptos desses três clubes, tem colaboradores na imprensa escrita que comentam esses clubes defendendo o seu e atacando os outros dois e vive-se no aparentemente melhor dos mundo com as nossas polemicazinhas semanais, as discussões em torno de árbitros e vídeo-árbitros (nunca com a preocupação da verdade desportiva mas sempre com a ansiedade de saber que os outros não são mais beneficiados que o “nosso”), as revelações de e-mails que mostram o estado a que isto chegou.
Claro que para amenizar as agruras desse “microclima” há sempre o recurso aos feitos da selecção (que felizmente para ela pouco tem a ver com a realidade do futebol que representa…), aos golos e recordes do Ronaldo, à carreira vitoriosa de José Mourinho, à ascensão de Marco Silva e Leonardo Jardim e às carreiras de Bernardo Silva, André Gomes, Nelson Semedo, João Moutinho e mais um ou outro jogador português que se destaque na sua carreira ao serviço de clubes da primeira divisão do futebol europeu.
E depois há a realidade.
A dura e crua realidade de que esta semana tivemos mais uma brutal evidência nos jogos europeus dos clubes portugueses.
Cinco jogos e cinco derrotas!
O Benfica, tetra campeão em título, recebeu um Manchester United que sendo uma equipa forte não é hoje tão poderosa como há meia dúzia de anos, e apenas o caricato golo sofrido por um jovem guarda redes talentoso lhe permitiu desviar as atenções de uma realidade que entra pelos olhos dentro.
A equipa de ano para ano está mais fraca graças à má gestão desportiva do seu presidente, que vende os melhores jogadores sem cuidar de contratar substitutos à altura, e neste jogo com os ingleses não só não fez um remate de jeito à baliza de De Gea como deu provas de uma fraqueza competitiva bem espelhada em três jogos e três derrotas na Liga dos Campeões.
O Sporting em Turim, face a uma Juventus que é vice campeã europeia mas está mais fraca que na época passada, conseguiu equilibrar o jogo em largos períodos (e na segunda parte até esteve por cima durante bastante tempo) mas tal como no ano passado em Madrid os últimos minutos foram-lhe fatais.
E desta vez Jorge Jesus estava no banco…
A verdade é que a tentação tão portuguesa de defender resultados nos últimos minutos saiu mais uma vez mal aos “leões” que agora andam de calculadora na mão a fazerem contas à passagem à fase seguinte.
Em Leipzig um Porto que tinha vencido em Mónaco na jornada anterior, de forma convincente, deu-se mal com uma típica equipa alemã de futebol atlético assente em forte compleição física e bons índices técnicos, recheada de bons jogadores, que venceu com mérito indiscutível.
A isso se juntou o “mistério” Casillas (cujos efeitos ainda estarão por conhecer na plenitude) e uma gestão do jogo e das substituições por Sérgio Conceição que foi francamente errada e em nada melhorou a equipa.
Com dois jogo em casa o Porto tem francas hipóteses de passar mas o aviso ficou dado.
Em Braga o Sporting local recebeu os búlgaros do Ludogorets e a expectativa, face à boa carreira na prova, ia no sentido de que com maior ou menor dificuldade os bracarenses acabassem por vencer o jogo e consolidarem a liderança do seu grupo.
Puro engano.
Os visitantes foram sempre superiores, venceram com mérito, e para o Braga nada estando perdido foi ,ainda assim, um duro encontro com a realidade.
Finalmente o “meu” Vitória.
Que jogando em Marselha, face a um Olímpico que não é nada do que foi no passado e num “Velódromo” longe de ser o inferno de outros tempos (apenas 14.000 espectadores num recinto com capacidade para 65.000 e com 2000 a serem apoiantes vitorianos), sabia que precisava de pontuar para continuar a depender de si próprio quanto ao apuramento.
A equipa até começou bem , jogando desinibida e procurando o golo, conseguiu adiantar-se no marcador na sua melhor jogada de todo o jogo e depois sofrendo o empate e assistindo a ligeira supremacia marselhesa conseguiu ir para intervalo com tudo em aberto.
Na segunda parte...desapareceu.
E por isso o segundo golo dos franceses não só sentenciou a partida como tornou a continuidade vitoriana na Liga Europa algo que apenas a Fé permite continuar a ter como possível.
Uma derrota evitável, face a um adversário ao alcance do Vitória, explicável em grande parte pelas lacunas do plantel vitoriano e em pequena parte pelas substituições desastradas feitas por Pedro Martins no decorrer do jogo.
Em suma cinco jogos e cinco derrotas!
Vitória e Benfica “arrumados” , Sporting com futuro muito incerto e Porto e Braga com boas hipóteses de continuarem em prova mas com avisos claros que tem de fazer mais e melhor.
Uma safra pouco animadora convenhamos para esta fase das competições europeias.
E é sobre esta realidade que dirigentes, comentadores, cronistas e adeptos devem meditar.

quinta-feira, outubro 19, 2017

Fim de Linha?

Sabia-se que era um jogo difícil mesmo depois de se constatar que o Marselha, que no fim de semana defronta o PSG, resolvera poupar alguns titulares no seu onze inicial a pensar nesse compromisso de campeonato.
Sabia-se também que para o Vitória poder manter um mínimo de aspirações ao apuramento teria de pontuar neste jogo sob pena  de remeter para a calculadora as suas hipóteses de continuar na Liga Europa já que em termos de lógica elas ficariam arredadas.
Sabendo tudo isso o Vitória até entrou bem no jogo, procurando jogar a toda a extensão e largura do relvado e sendo de sua autoria os primeiros lances ofensivos da partida o que parecia traduzir uma ambição de discutir taco a taco o resultado.
É certo que com o resultado em 0-0 Miguel Silva fez uma monumental defesa, quando os franceses já gritavam golo, o que terá (?) servido de alerta aos vitorianos para o perigo das mudanças de velocidade do Marselha muito e especial nos lances pelo seu flanco direito.
Mas depois, numa excelente (e infelizmente única...) jogada de contra ataque, o Vitória chegou ao golo num lance em que João Aurélio acelerou pelo seu flanco, serviu Héldon e este fez um cruzamento perfeito ( infelizmente também único...) daqueles que os pontas de lança agradecem e foi isso mesmo que Rafael Martins fez com um desvio pleno de oportunidade.
Naturalmente que o Marselha reagiu mas Miguel Silva e a defesa foram resolvendo os problemas até ao lance em que um marselhês apareceu sozinho no coração da área a restabelecer a igualdade o que tem bom rigor tem de se considerar como justo.
Ao intervalo o resultado de 1-1 não era injusto e a exibição do Vitória tinha de se considerar como sendo de bom plano e deixando boas perspectivas para o segundo período.
Infelizmente na segunda parte o Vitória quase desapareceu do jogo limitando-se a defender e dando todo o espaço de construção ao adversário que não se fazendo rogado foi construindo sucessivas jogas de perigo perante uma defensiva vitoriana em que o atabalhoamento parecia ser cada vez mais a palavra de ordem.
E foi então que se entrou em pleno mistério das substituições.
Quando aos 63 minutos com o empate  vigorar (um resultado que nos servia) saiu Francisco Ramos, depois de uma exibição discreta, foi com surpresa que se viu entrar Hélder Ferreira-um extremo a juntar aos dois que já estavam em campo- em de Célis que dotaria o meio campo de mais "músculo",mais combatividade e mais capacidade de ter bola.
Inexplicável.
Até porque Hélder Ferreira andou perdido no campo sem saber muito bem onde se posicionar.
E logo a seguir outra substituição difícil de perceber.
Sai Rafael Martins, que não denotava problemas fisícos, para entrar ...Texeira.
Ponta de lança por ponta de lança vá-se lá saber porquê quando o que faria sentido era entrar Célis para o tal reforço da intermediária mesmo que isso implicasse (caso se mantivesse a saída de Rafael Martins) jogar sem ponta de lança fixo e ter três homens -Hélder,Raphinha,Héldon- a jogarem soltos na frente.
Entretanto o Marselha faz o segundo golo, num lance em que a defesa vitoriana foi apanhada "distraída", e que faz Pedro Martins em desvantagem no marcador e sabendo que precisava desesperadamente de pontuar?
Mete Célis e tira Rafael Miranda, trinco por trinco, não arrisca nada e deixa no banco Rincón que bem podia ter refrescado o ataque no lugar de um discreto Raphinha ou um "desaparecido" Héldon que mal se viu em todo o segundo período.
Completamente inexplicável esta gestão da equipa por parte do treinador.
É certo que o Vitória no único remate digno desse nome no segundo período-por Wakaso- quase chegava ao golo mas convenhamos que isso daria ao marcador uma expressão que seria completamente injusta face ao que foi o jogo na segunda parte.
Em suma uma muito má segunda parte do Vitória que somada aos erros de Pedro Martins valeu uma derrota e o quase inevitável adeus à Liga Europa num grupo em que tínhamos todas as hipóteses de ficar apurados se a nossa equipa fosse uma das melhores da última década como às vezes se ouve dizer por aí.
Depois Falamos

quarta-feira, outubro 18, 2017

Pôr do Sol


Comboio


Tigre


Desastre

A terceira ronda da Liga dos Campeões foi um perfeito desastre para as equipas portuguesas!
Três jogos equivaleram a três derrotas e a verem seriamente complicadas as possibilidades de passagem à fase seguinte da prova.
Em bom rigor creio que apenas o Porto ainda poderá aspirar a isso porque o Sporting tem a sua situação complicada, embora ainda possa sonhar com o apuramento,enquanto o Benfica terá de tentar ser repescado para a Liga Europa mas nem isso é garantido face ao calendário que tem pela frente.
Na Liga dos Campeões é que não continuará depois das três derrotas averbadas.
Ontem em Leipzig, perante um adversário forte e possuidor das características tipícas das formações alemãs, o Porto nunca conseguiu ultrapassar as invenções do seu treinador (trocar Casillas por José Sá num jogo daquela importância só lembrava a Sérgio Conceição...) e a forma como este não soube mexer na equipa durante o jogo mantendo em campo jogadores em sub rendimento e não dando entrada aqueles que podiam de facto dar uma sapatada no jogo.
Ainda assim, e com dois jogos a fazer no Dragão, o Porto pode perfeitamente apurar-se.
Hoje em Turim, face ao vice campeão europeu, o Sporting bateu-se muito bem e discutiu o resultado até ao fim contra um adversário poderoso e com grande traquejo europeu que fez uso dessa experiência para conseguir vencer com um golo perto do fim.
Tendo também dois jogos em casa o Sporting ainda pode aspirar à passagem mas para isso terá de começar por daqui a duas semanas vencer esta mesma Juventus em Alvalade.
Sem isso nada feito.
Finalmente o Benfica.
Com três jogos e três derrotas resta-lhe tentar jogar a Liga Europa, e nem isso vai ser fácil, porque a sua actual equipa é muito "curta" para poder aspirar à continuidade numa prova com a qualidade da Liga dos Campeões.
Hoje face a um Manchester United que se limitou a jogar em ritmo quase de passeio o Benfica foi de uma impotência confrangedora não conseguindo um único remate enquadrado com a baliza e permitindo 65% de posse de bola ao adversário.
É certo que sofreu o golo num lance infeliz do seu guarda redes (que não deve ser "crucificado" por isso porque parece um jovem de excelente futuro) mas se não fosse aquele golo seria outro porque bastava ao MU acelerar o jogo que a estrutura defensiva do Benfica abanava por todo o lado.
Em suma uma semana infeliz para as equipas portuguesas na Liga dos Campeões que se espera não seja seguida pelas que amanhã jogam para a Liga Europa.
Depois Falamos.

Responsáveis!

Não há "spin", "focus group" ou "fake news" que consigam disfarçar a realidade de o governo da geringonça, liderado por António Costa, ter pesadíssimas responsabilidades no facto de este ano terem morrido em Portugal mais de cem portugueses devido a fogos florestais.
Depois de Pedrogão, em que falhou tudo desde a prevenção à coordenação do combate aos fogos, sem que o governo tirasse consequências do seu falhanço e dos 65 mortos então registados o pais assistiu incrédulo à repetição da tragédia no passado fim de semana.
Com a agravante de a tragédia de Pedrogão em nada ter servido para, ao menos, se aprender com o então sucedido.
Já se sabia que em Maio o governo alterara toda a estrutura da protecção civil afastando gente experiente e preenchendo os lugares com "boys" do PS sem qualquer habilitação ou experiência que os recomendasse para o lugar.
Também se sabia que na mesma altura a agora tardiamente demissionária ministra tinha afirmado no Parlamento que estavam tomadas todas as medidas necessárias a enfrentar a tradicional época de fogos sem sobressaltos de maior.
Era igualmente sabido, mas pouco recordado, que o actual primeiro-ministro no tempo em que fora ministro da administração interna acabara com a Guarda Florestal seguramente uma das razões pelas quais a floresta está menos vigiada do que devia.
E embora ele não goste de o recordar foi também António Costa, nesses tempos do MAI, quem contratou o SIRESP (por um valor cinco vezes superior ao valor real) e quem montou o actual sistema de protecção civil que falhou estrepitosamente este verão.
Sabia-se tudo isto.
E aconteceu Pedrogão.
Em que o relatório da comissão técnica independente aponta erros, falhas ,omissões gravíssimas da responsabilidade da protecção civil, ou seja, do próprio Estado cuja primeira missão é defender as populações.
Que se fez então depois da tragédia de Pedrogão de molde a evitar-se a repetição da mesma?
Nada de positivo.
No orçamento de estado para o próximo ano as verbas para a protecção civil diminuíram em cerca de 10%. O que não deixa de ser espantoso face às recentes declarações de António Costa segundo as quais estes fenómenos "é inevitável que se repitam nos próximos anos"(sic)! Então são inevitáveis e diminuem-se as verbas destinadas ao seu combate? Há aqui qualquer coisa que não bate certo
Não se compraram dois aviões "Canadair" próprios para o combate a fogos cuja negociação tinha sido deixada pronta pelo anterior governo. 
Deixaram-se caducar os contratos de aluguer de alguns dos aviões que operavam no combate aos fogos o que significa que em plena tragédia esses aviões deixaram de operar!
Isto quando a protecçao civil reconhece que faltaram meios aéreos no passado fim de semana.
E caberá aqui recordar que foi o actual governo que impediu a Força Aérea de participar no combate aos fogos florestais.
De forma perfeitamente irresponsável o governo manteve as fases de combate aos fogos (que definem o empenhamento de meio no combate aos mesmos) em função do calendário e  não do clima quanto todos os alertas metereológicos apontavam para condições de risco nos primeiros dias de Outubro.
Assim terminaram a fase "Charlie" a 30 de Setembro, o que implicou desmobilizar cerca de 40% dos efectivos, absolutamente insensíveis a todos os alertas e o secretário de estado ainda afirmou no Parlamento que o fim dessa fase tinha os riscos devidamente calculados!!!
Viu-se...
Acresce a isto que o final da fase "Charlie", que podia ter sido adiado por algumas semanas como acontecera em anos anteriores, implicou o encerramento de mais de 230 posto de vigilância florestal com as consequências fáceis de perceber em termos de vigilância da floresta.
São demasiados erros, e bem graves, para um governo que ao longo destas duas tragédias deu sempre uma imagem de incapacidade, incompetência e inexperiência para fazer frente a situações de calamidade publica.
O que não deixa de ser curioso porque o PS esteve no governo em seis dos últimos dez anos e em treze dos últimos vinte e em boa parte deles com António Costa a fazer parte do elenco governativo e em funções directamente ligadas a estas matérias.
O governo, António Costa, Constança Urbano de Sousa (teve de ser o Presidente da República a pô-la na rua mas lá saiu...) e toda a estrutura ligada à protecção civil tem pesadas responsabilidades em tudo que sucedeu e mais cedo ou mais tarde responderão por isso.
Eles e quem os apoia em termos parlamentares bem entendido.
Mais de cem mortos, dezenas de feridos, famílias desfeitas, muitos milhões de euros de prejuízos, a floresta devastada, as empresas destruídas, as pessoas que perderam casas e bens e ainda não viram um cêntimo de indemnizações exigem que desta vez a culpa não morra solteira!
E não é a demissão forçada de uma ministra insensível e incompetente que expia a culpa dos responsáveis!
Depois Falamos.

P.S. Como se tudo isto já não fosse suficientemente mau o país ainda teve de ouvir, incrédulo e indignado, declarações estúpidas do primeiro ministro sobre "vontade de rir" , infantilidade de demissões", "inevitabilidade de estas situações se repetirem" , da ministra sobre as "férias que não teve" e sobre a "resiliência das populações" não faltando a este lote o secretário de estado com a espantosa tese de que as populações "não podem esperar pelos bombeiros e pelos aviões tem é que se organizar" !!!
Infelizmente a nenhum deles se ouviu o pedido de desculpas que era o mínimo exigível a pessoas decentes face a tudo que se passou.
A pessoas decentes repito...