quinta-feira, janeiro 18, 2018

O PPD Morreu?

Morreu!
No passado sábado com a vitória de Rui Rio sobre Pedro Santana Lopes.
Não há razões para fazer dramas em volta do sucedido porque o PSD continua vivo,e bem vivo, com mais de setenta mil militantes com cotas pagas, dos quais votaram nas directas mais de quarenta mil, o que dá bem a imagem de uma certa vitalidade que o põe ao abrigo de qualquer risco de desaparecimento como poderiam supor alguns que o conhecem mal.
Agora o PPD morreu mesmo.
Em boa verdade já tinha começado a morrer, em 4 de Dezembro de 1980 quando Francisco Sá Carneiro desapareceu em Camarate, mas ainda existiam alguns que preservavam as memórias desse tempo e de uma certa forma de o partido ser e agir.
Um partido de lideres carismáticos, irreverentes no melhor sentido do termo, desassombrados e corajosos, capazes de enfrentarem o conformismo, o "establishment", o politicamente correcto, interpretes fieis do sentir profundo daquele partido que "nasceu contra o vento" como tão bem o definiu um dia Leonor Beleza.
Lideres como foram, com tudo que os diferencia, Francisco Sá Carneiro, Aníbal Cavaco Silva ou Pedro Passos Coelho.
Pedro Santana Lopes era o "Ultimo Moicano" desse PPD.
O último que trabalhara com Sá Carneiro, o ultimo que conhecia em profundidade o seu pensamento político, o ultimo que interpretava na plenitude alguns dos seus conceitos estratégicos fundamentais como a clarificação, a bipolarização , a recusa do bloco central de interesses.
Com a sua derrota, e não sendo provável que volte a candidatar-se à liderança, é seguro afirmar que o PSD não voltará a ter um líder realmente "Sá Carneirista" embora seja igualmente provável que o actual e próximos lideres se continuem a reivindicar como herdeiros de uma herança que em boa verdade nem conhecem e muito menos praticam.
Pedro Santana Lopes, como Francisco Sá Carneiro, idealizava um PPD líder de um bloco político, ganhador de eleições, capaz de reformar o país e aproximar Portugal dos índices económicos e de desenvolvimento dos melhores países europeus.
Defendia um partido verdadeiramente social democrata, fiel aos seus princípios e valores, orgulhoso de uma identidade de que não prescindiria fossem quais fossem as tentações de poder que lhe aparecessem no percurso.
Pedro Santana Lopes, como Francisco Sá Carneiro, não tinha como ambição ajudar o PS a governar, não admitia o PPD como um dos vários concorrentes a "bengalinha" do PS, não admitiria nunca "vender a alma ao diabo" em troca de ser parceiro menor de uma coligação governamental que a História já provou não fazer sentido.
Tinha como ambição, isso sim,  derrotar a Frente de Esquerda e não substituir as peças vermelhas da geringonça por uma peça laranja!
Os militantes do PSD, soberanos numa decisão que merece o respeito de todos mesmo dos que em nada concordam com ela (como é o meu caso), não quiseram um PSD mais PPD e preferiram "matar" o PPD e seguir em frente só com o PSD.
Um dia uma das grandes referências do PSD, o eng. Eurico de Melo, disse num congresso-e foi ovacionado de pé- uma frase que ficou para a História pela simplicidade com que dizia tudo que nós social democratas pensávamos ao tempo sobre o PSD :
"É tão bonito o nosso partido".
O PSD continua a ser o "meu" partido.
Mas no sábado, com a "morte" do PPD, deixou de ser tão bonito!
Depois Falamos.

P.S: Tal como já disse noutro espaço daqui em diante cumprirei o meu mandato na assembleia municipal de Guimarães ajudando o PSD a combater a maioria socialista, pagarei a minha cota pontualmente e como não me chamo Morais Sarmento votarei no PSD nas legislativas de 2019.
Considero ser o mínimo que posso fazer como militante com quase 43 anos de "casa".
E também o máximo no actual contexto!

terça-feira, janeiro 16, 2018

Pedro Passos Coelho

O meu artigo desta semana no jornal digital Duas Caras.

Conheci Pedro Passos Coelho há muitos anos atrás.
Diria que há trinta anos, mais coisa menos coisa, era eu vogal da comissão política do PSD Guimarães e ele membro da direcção nacional da JSD presidida então pelo hoje eurodeputado Carlos Coelho.
Já não sei a que propósito nem porque motivo, nem interessa minimamente, um dia realizando-se um plenário da secção de Guimarães foi convidado a nela participar Carlos Coelho que se fez acompanhar por Pedro Passos Coelho então um jovem de vinte e poucos anos e a dar os seus primeiros passos na política nacional.
Recordo-me bem do jovem franzino que ficou sentado ao meu lado e que me fez ,durante o decorrer do plenário, imensas perguntas sobre a política local,sobre a política distrital e sobre outros assuntos revelando uma enorme curiosidade e vontade de ter informação sobre a política nesta região do país.
Confesso que me impressionou bem, desde logo, e que doravante fiquei atento ao seu percurso político por me parecer ( e eu ao tempo conhecia muito bem a JSD) de um nível claramente superior ao que era habitual nos seus dirigentes.
Em 1995 , já como presidente da JSD, recordo a coragem com que confrontava posições com o então líder do PSD –Aníbal Cavaco Silva- em termos de políticas de juventude e depois  forma desassombrada e corajosa como apoiou Durão Barroso contra Fernando Nogueira no célebre congresso do Coliseu em que se disputava a sucessão de Cavaco Silva e onde o jovem Passos não revelou qualquer temor em afrontar os “barões” do partido.
Depois de alguns anos como deputado desapareceu da vida política para ir concluir o seu curso superior e iniciar uma vida profissional fora da política quando lhe teria sido fácil eternizar-se como deputado a exemplo de alguns dos seus contemporâneos que fizeram do parlamento profissão.
Em 2000, no congresso de Viseu, foi candidato a secretário-geral na lista de Marques Mendes que perderia para o então líder-Durão Barroso-num congresso com algumas histórias engraçadas mas que não cabem no teor do texto de hoje.
Voltou para a vida profissional e reapareceu em 2005 no congresso de Pombal,em que Marques Mendes derrotou à justa Luís Filipe Menezes, de lá saindo como vice presidente do partido cargo que não ocupou muito tempo por divergências com Marques Mendes que o levaram a bater com a porta.
Regressou em 2008, numas directas extremamente disputadas entre ele, Pedro Santana Lopes e Manuela Ferreira Leite (com Rui Rio como primeiro vice presidente)que sairia vencedora e prontamente tomaria uma decisão sectária e incompreensível excluindo Passos Coelho das listas de deputados pese embora para ela ter sido indicado pela distrital de Vila Real.
Uma atitude sectária, que em nada ajudou a unir o partido fraccionado em três partes por três candidaturas que obtiveram resultados muito próximos, e que lhe viria a sair cara porque nunca mais conseguiu ter o partido unido em volta da sua breve e nada saudosa liderança.
Um ensinamento da História do PSD que não deve ser esquecido...
Não o apoiei nessa directas mas recordarei sempre o simpático convite que então me fez para colaborar na sua campanha e tive sincera pena de a ele não poder corresponder afirmativamente mas tinha feito outra opção de que aliás nunca me arrependi que fique claro.
Em 2010, depois da saída inevitável de Ferreira Leite, Pedro Passos Coelho venceu as directas e deu inicio à mais longa liderança do PSD depois da de Cavaco Silva.
Nessa directas dei um pequeno apoio à sua campanha mas nada que mereça sequer qualquer destaque.
Dando logo de entrada um claro sinal de união ao convidar o seu principal adversário nas directas acabadas de disputar-Paulo Rangel-para encabeçar a lista ao Conselho Nacional provando que a unidade se constrói com atitudes e não com palavras de mera circunstância.
Venceu as legislativas de 2011.
Governou durante quatro anos num aterrador clima de crise económica, ultrapassando dificuldades de toda a ordem, resolvendo os terríveis problemas que herdara do governo socialista de José Sócrates, conseguindo uma saída limpa do programa de assistência e dispensando os serviços da troika que ainda no tempo de Sócrates impusera a Portugal um duro programa de recuperação financeira.
Pelo meio enfrentando crises na coligação, problemas no governo(saída de ministros como Vítor Gaspar,Miguel Relvas e Miguel Macedo), ataques pessoais como nenhum líder do PSD sofrera desde Sá Carneiro, criticas várias de companheiros de partido que enquanto comentadores e não só eram por vezes mais virulentos contra o governo do que a própria esquerda, conseguiu levar a nau a bom porto dando provas de uma coragem, uma resistência e um sentido de Estado a que a História fará justiça.
Venceu as legislativas de 2015 em coligação com o CDS.
Uma vitória que parecia impossível mas que ele, mais que todos, tornou possível.
A formação de uma Frente de Esquerda, contra natura com a História de 40 anos democracia,tornou
impossível a governação de quem tinha ganho as eleições e Passos Coelho viu-se obrigado a ir para o Parlamento liderar a oposição o que fez com notável dignidade e a coragem que é a imagem de marca da sua postura política.
Depois de um mau resultado nas autárquicas, mas não tão mau como alguns querem fazer crer, decidiu não se recandidatar à liderança do PSD embora fosse certo que voltaria a vencer as directas fossem quem fossem as alternativas.
Sendo certo que Pedro Santana Lopes nunca seria candidato contra Passos Coelho como o próprio fez questão de afirmar por várias vezes.
Pedro Passos Coelho sai, assim, no final do seu mandato, por vontade própria e perante o reconhecimento quase geral do partido que vê nele um homem de Estado que prestou relevantes serviços ao PSD e especialmente a Portugal.
Sai com dignidade inatacável.
Não tomando posição sobre o sucessor, assistindo calado ao facto de vários membros dos seus governos aparecerem na campanha de Rui Rio ao lado de personagens que tanto o tinham atacado, mantendo até ao fim o seu papel de líder de todo o partido.
Sai com 53 anos e um capital político e de experiência consolidada que lhe permitem poder ser candidato a tudo aquilo que quiser porque ainda tem um largo futuro pela frente.
Se quiser...o futuro poderá voltar a ser dele!

Glaciar,Patagónia


Elefante Marinho

Foto: National Geographic

segunda-feira, janeiro 15, 2018

Curtas Notas

O meu artigo desta semana no zerozero.

Hoje, e para variar no estilo de artigo, vou deixar aqui alinhavadas quatro curtas notas sobre assuntos de relevo dos últimos dias do futebol nacional e internacional.
Começando por cá:
1)Com o campeonato a meio, e bastante disputado ao contrário do que acontece por exemplo em Espanha e Inglaterra onde já se pode quase falar de campeões anunciados, o futebol português vive a centésima quadragésima sétima polémica desta época  desta vez centrada nas parecenças entre um boneco (pertencente ao filho do treinador do Porto) e o treinador do Benfica na mais que suspeita opinião de Sérgio Conceição.
Devo dizer duas coisas sobre isto.
Uma para referir que são polémicas que em nada engrandecem o futebol , os clubes e os próprios protagonistas mas que por cá são uma quase constante quando os campeonatos caminham para a fase de decisões.
A outra que conhecendo Rui Vitória, um homem de educação esmerada, jamais uma polémica destas poderia partir dele e se algum erro nela cometeu foi em dar troco ao seu oponente porque bem melhor seria deixá-lo a falar sozinho.
Mas percebo que não sendo de ferro Rui Vitória não resistiu a defender-se.
2)Outro assunto que merece destaque no nosso futebol, mas desta vez pela positiva, é a disputa acesa pelo titulo que envolve os candidatos do costume (é pena o leque não estar mais alargado) e que no inicio da segunda volta torna completamente impossível prever quem chegará em primeiro lugar ao fim da competição.
Um Porto muito forte, muito por força do seu demolidor ataque africano (Aboubakar,Marega e Brahimi), um Sporting de alto rendimento com um banco bem melhor que na época passada e um Benfica que tem sabido resistir a  alguns contratempos e se mantém na disputa do titulo.
Esperemos por uma segunda volta de grande qualidade, com menos polémicas se possível, e que no fim seja campeão aquele que com respeito total pela verdade desportiva seja o melhor.
3) Em pleno mês de Janeiro, sempre agitado em termos de mexidas nos planteis, vive-se uma estranha acalmia em termos nacionais e internacionais no que à movimentação de jogadores concerne.
É certo que estamos em meados do mês,e as coisas normalmente conhecem maior movimentação nos últimos dias por força das movimentações de ultima hora, mas mesmo assim não deixa de ser algo estranho ver o mercado tão calmo.
Aqui contratou-se um jogador, ali emprestou-se outro, fala-se de possibilidades diversas mas a regra parece apontar para um Janeiro menos movimentado do que nos últimos anos o que não deixa de ser uma boa notícia para um futebol em que já se cometeram e ainda cometem “loucuras” financeiras mais que suficientes.
4) E nessas verdadeiras loucuras insere-se a renovação do contrato de Leonel Messi com o Barcelona.
Não está em causa o valor do genial jogador, a importância que nesta última década ele teve em tantos e tantos sucessos do seu clube nem tão pouco a importância que previsivelmente terá ainda durante os próximos quatro ou cinco anos a manter o seu rendimento e se as lesões o pouparem.
Não vou sequer evocar, como suporte deste raciocínio, a idade do jogador que lhe permitindo ainda jogar ao mais alto nível nos próximos anos em nada indicia que ainda possa render mais do que rendeu até agora.
As coisas são o que são.
Mas em qualquer cenário, em qualquer idade, um salário a ultrapassar os 100 milhões de euros brutos por época é uma monstruosidade que atira o futebol em geral , e o Barcelona em particular, para caminhos muito perigosos e dos quais pode não haver retorno.
Já para nem falar, mas isso é problema exclusivo do clube, do que pensará um balneário em que tem assento um jogador que representa sozinho quase 50% da massa salarial do clube.

terça-feira, janeiro 09, 2018

Eu Voto Santana Lopes

O meu artigo desta semana no jornal digital Duas Caras.

Depois de uma longa campanha eleitoral interna o PSD vai escolher, no próximo sábado, o seu novo líder que terá a responsabilidade de defrontar António Costa nas legislativas do próximo ano.
Avesso que sou a tacticismos, a falta de clareza, a esperar para tentar perceber quem ganha para depois o apoiar decidi dar o meu apoio desde a primeira hora à candidatura de Pedro Santana Lopes.
Não por uma questão de amizade pessoal, que é importante mas não deve interferir neste tipo de opções, mas por reconhecer nele o social democrata mais bem preparado para liderar o partido no combate eleitoral de 2019 e levar o PSD a uma nova vitória que lhe permita, desta vez, governar o país e não ser arredado do poder por uma Frente de Esquerda sem outro “cimento” que não afastar o PSD e Passos Coelho do governo como aconteceu em 2015.
Conheço Pedro Santana Lopes há muitos anos.
E mesmo antes de o conhecer já acompanhava o seu percurso político, iniciado ao lado de Francisco Sá Carneiro, no qual teve vitórias e derrotas, sucessos e inêxitos mas sempre ao serviço do seu partido e nunca contra ele mesmo em fases da vida do PSD em que não estava em convergência com os líderes de então.
E mesmo nesses períodos, em que entendia que o rumo seguido pelos líderes não era o mais adequado, nunca se furtou a combater pelo partido e assim obteve triunfos históricos na Figueira da Foz em 1997 e Lisboa em 2001 quando lhe teria sido bem mais fácil resguardar-se, não dar a cara, e esperar que o futuro lhe trouxesse os sucessos que por vezes ele,futuro, guarda para os tacticistas.
Em 2008, nas directas em que defrontou Pedro Passos Coelho e Manuel Ferreira Leite, apoiei Pedro Santana Lopes.
Já nessa altura o considerava a melhor opção para liderar o partido.
A opinião dos militantes foi outra-elegeram Manuela F.Leite- e aceitei de bom grado sem jamais pensar que o partido corria o risco de desaparecer e sem a menor tentação de nas legislativas seguintes votar no PS.
Hoje volto a apoiar Pedro Santana Lopes.
Conheço-o melhor do que  em 2008 e por isso tenho ainda mais razões para o apoiar.
É um político experiente, conhecedor, com um carisma pessoal enorme  e que soube ao longo da sua irrepreensível vida pública aprender com os erros , não se deslumbrar com os sucessos e ter a humildade de reconhecer que não é o centro do mundo nem o supra sumo das virtudes.
É um homem com “mundo”.
Que conhece muito bem o país, que estudou no estrangeiro, que viaja por deveres profissionais mas também pela curiosidade de conhecer, de estudar, de aprender novas realidades.
Conhece Portugal e os portugueses.
Em quarenta anos de vida pública foi deputado, membro do governo, primeiro-ministro e presidente de duas câmaras municipais, sendo uma delas a maior do país e outra uma média câmara da região centro, o que lhe deu uma profunda experiência de governação nos seus vários patamares.
Conhece a política internacional.
Como membro do governo em várias ocasiões mas também como eurodeputado em Bruxelas.
Conhece o mundo da cultura (foi o secretário de estado que mais tempo esteve nessas funções), do desporto (como presidente do Sporting), da acção social onde levou a cabo relevante acção nos seis anos em que foi Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Mas também conhece uma vida profissional própria, liderando uma conhecida sociedade de advogados , com a experiência essencial que essa actividade fora da política sempre traz e é essencial a quem desempenha cargos públicos.
É hoje um homem muito bem preparado, com uma maturidade política e pessoal que apenas a experiência de vida traz, para voltar a desempenhar cargos tão relevantes como o de presidente do PSD e essencialmente primeiro-ministro de Portugal.
Lidera uma candidatura com ideias e projectos que foi capaz de apresentar um programa sólido e estruturado para Portugal.
Um programa consubstanciado em mais de duzentas ideias para o país, abrangendo todos as áreas e sectores, que recolheu contributos de relevantes especialistas que quiseram contribuir para um documento inovador e que é representa a sustentação programática da candidatura.
Uma candidatura que teve a preocupação de realizar uma Convenção Nacional, no passado sábado, em que durante cerca de cinco horas foi possível assistir a painéis temáticos,a intervenções de grande qualidade de reputadas personalidades da vida política, social e económica do país, ao apresentar de um vasto conjunto de ideias para Portugal.
E que teve no seu encerramento um notável discurso de Pedro Santana Lopes falando para Portugal e para os portugueses, deixando de lado as questões partidárias e preocupando-se exclusivamente em apresentar as linhas mestras do programa com que depois de ganhar o PSD pretende ganhar Portugal.
No próximo sábado espero que os militantes do PSD reconheçam tudo isto e deem a Pedro Santana Lopes uma clara vitória nas directas para depois o partido começar a construir uma alternativa mobilizadora, carismática e ganhadora para as legislativas de 2019 .
Portugal precisa do PSD.
E o PSD precisa de um líder como Pedro Santana Lopes.
Em quem votarei.
Pelo PSD e por Portugal.

quinta-feira, janeiro 04, 2018

Clarificador

Findo o primeiro debate entre os candidatos à liderança do PSD, com uma esmagadora vitória de Pedro Santana Lopes, ficaram definitivamente claras algumas coisas.
Santana Lopes tem ideias para o partido, tem ideias para o país, tem uma visão de Estado e uma visão sobre o país que a sua longa experiência em áreas tão diversas como as autarquias,o parlamento, o governo, a área social, o mundo do desporto e uma vida profissional na área privada lhe permitem.
Tem respeito pelo partido, valoriza a sua História, defende o legados dos seus governos.
Vem para unir o PSD e a seguir ganhar o país.
Sem alianças contra natura, sem admitir o "Bloco Central" seja em que circunstância for, privilegiando uma ida às urnas do PSD sozinho.
Rui Rio tem pouca estima pelo partido, nunca se importou de alinhar ao lado dos adversários nas criticas ao PSD, não é em nada solidário com a governação recente de Pedro Passos Coelho e quando saiu de ideias banais sobre economia,justiça ou desenvolvimento foi para reincidir nos ataques rasteiros a Santana Lopes o que, aliás, tem sido uma constante da sua campanha.
Com a nuance de admitir ir a votos sozinho, em aliança com o CDS ou até com o PS.
Aceitando o "Bloco Central" e uma coligação com o PS de António Costa o mesmo PS que governa sem ter ganho eleições.
Para quem duvidas tivesse creio que este debate as desfez.
Mas para quem ao longo do debate ainda alimentasse alguma duvida,por pequena que fosse, o minuto final de cada candidato te-las-à dissipado em definitivo.
Pedro Santana Lopes falou do partido , do país, de expectativas projectos e esperança.
Rui Rio falou de...Pedro Santana Lopes.
Outra vez com os ataques rasteiros, outra vez com a obsessão  de criticar o oponente usando argumentos de Sócrates e Sampaio, sem nada para dizer aos militantes social democratas e aos portugueses.
Um minuto final que marcou a diferença que faz toda a diferença.
Pedro Santana Lopes merece ser líder do PSD e voltar a ser primeiro-ministro.
Porque tem ideias e projectos para o partido e para o país.
Rui Rio mostrou não ter dimensão para nenhum dos cargos.
Porque quem faz um minuto final daqueles sentencia o seu destino político.
Depois Falamos.

P.S. Hoje quem ainda não soubesse ficou a saber porque fugia Rio dos debates como o diabo da cruz!

Deserto


Castelo de Chenonceaux, França